No entanto, o número de edifícios classificados como sustentáveis ainda não ultrapassa uma vintena, segundo a Lusa. A certificação energética refere-se apenas à utilização racional de energia, enquanto que a classificação de sustentável requer eficiência não só da utilização da energia, mas também de todos os recursos, ao longo de todo o ciclo de vida do edificado.
O responsável pelo LiderA, sistema de apoio e avaliação da construção sustentável, Manuel Pinheiro, adiantou à Lusa que já existem 12 imóveis certificados e mais seis em fase final de processo de certificação. São mais de mil fogos, que integram uma cooperativa de habitação a custos controlados e moradias, a que se juntam edifícios de serviços e empreendimentos turísticos, como hotéis. Em análise estão cerca de 40 projectos.
Portugal já surge "na linha da frente" para a certificação energética e como "um exemplo a seguir pelos outros Estados-membros", referiu Paulo Santos, da Direcção de Auditoria Edifícios da Agência para a Energia.